Me lembro como se fosse hoje, na época do segundo grau, todo décimo dia do mês que eu saia do FABEL e ia correndo para a banca de jornal para comprar meus quadrinhos favoritos: Os X-men. Eu adorava aquelas pessoas que nasciam com dons especiais e tinham que lidar com o preconceito da sociedade que os temiam. Ainda me lembro da minha primeira revista. Foi o primeiro capítulo da série "inferno"
E nessa época havia personagens cativantes como o líder perfeito Ciclope, o violento Wolverine, a eterna adolescente Kitty Pride, a atormentada Vampira. e contradição do Fera (um gênio no corpo de uma fera). As histórias tinha um enredo envolvente (quem não se lembra da Era de Apocalipse, Onslaught e muitas outras), fizeram desse grupo um fenômeno de vendas. E numa época onde procuravamos uma identidade, muitas vezes a encontravamos nesses personagens. Ciclope, por exemplo, foi um exemplo que segui por um bom tempo.
Hoje, eles não fazem tanto sentido. Diferentemente das pessoas reais, não mudaram, não evoluiram e estão imutaveis. Talvez seja por isso que as vendas tenham caídos tanto aqui quanto nos EUA. Umberto Eco, em uma de suas teses sobre quadrinhos, afirma que essa longevidade imposta pelos editores de quadrinhos poderá matar os quadrinhos americanos. Que contradição!!! Isso explica, a crescente venda de histórias fechadas (os famosos books).
Mesmo assim, me interesso com que os editores estão fazendo com meus personagens (não me conformo dos X-men terem ficado de fora da Guerra Civil). Eles se tornaram marginalizados na ficção e na vida real. Vida longa aos mutantes!!!
22.6.08
Assinar:
Postar comentários (Atom)
0 comentários:
Postar um comentário